quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Imperialismo na África

Por Daniela Carneiro

As ações imperialistas no continente africano causaram a repartição do mesmo entre as potências européias, desde o final do século XIX até o início do século XX, e até hoje as consequências dessas ações são sofridas pelos povos africanos.
            O processo de invasão da África começa assim: entre os séculos XV e XVII, Portugal e Espanha, por meio das grandes navegações, passam a ser os colonizadores do continente. Este primeiro momento ficou conhecido como Colonialismo. (Vale lembrar que neste período os países que mais se destacaram como colonizadores foram Portugal e Espanha).
            No século XIX, com a ascensão de outras potências européias, a corrida pela exploração expandiu-se para além do litoral (como era na época do colonialismo e do tráfico negreiro) e novos países entraram na disputa pelo domínio do continente, fragmentando comunidades e culturas nativas, objetivando a exploração de riquezas naturais e privilégios no comércio marítimo ligados às regiões estratégicas próximas ao mar Mediterrâneo.
A partir daí, sucederam-se várias invasões, começando pela dos franceses na Argélia (1830-1857), seguindo para a Tunísia, Madagascar e Marrocos. Logo após, os ingleses conquistaram o Egito e o Canal de Suez; os alemães conquistaram a África Oriental, Camarões, Togo e Namíbia; e os italianos, atrasados, dominaram o Líbio, Eritréia e Somália.
Apesar de parecer que o domínio imperialista na África foi fácil, os africanos (mesmo a derrota sendo quase inevitável) não deixaram de enfrentar os europeus. Estes disputavam entre si por territórios onde pudessem explorar riquezas e estabelecer influência ideológica. Os atritos e tensões foram crescendo junto com a dominação e acabaram sendo motivos para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Na conferência de Berlim (1884-1885) a delimitação das fronteiras africanas atingiu seu ápice. Nela foram estabelecidas normas a serem cumpridas pelos neocolonizadores. A partilha foi feita por Estados Unidos, Rússia e 14 países europeus.
As consequências dessa divisão para as sociedades africanas foram conflitos, problemas étnicos, políticos e econômicos. Nenhum regime político que se tentou implantar deu certo; a exemplo do socialismo, que foi ineficiente e os Estados capitalistas mostraram o mau procedimento do liberalismo econômico, e a miséria que toma conta da população origina-se da dívida externa que a cada ano cresce mais.

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