A economia africana consiste no comércio, na indústria, e nos recursos dos seus povos. A África é o continente mais pobre do mundo. Embora algumas partes tenham conseguido ganho suficiente nos últimos anos, dos 175 países revistos no relatório humano de desenvolvimento de 2003 das Nações Unidas, 25 das 53 nações africanas foram classificadas como as mais pobres do mundo. Uma parte disso vem da sua história turbulenta. Desde o século XX, com a sua descolonização, a corrupção e o descanso das autoridades contribuíram para a decadência da economia africana.
Algumas nações consequiram uma relativa estabilidade política, como a África do Sul, que tem 1/5 do PIB de toda a África. O PIB mundial africano é apenas de 1% e o continente participa de 2% apenas das transações comercias do mundo.
Se destacando pelos altos índices de natalidade e de mortalidade e pela baixa expectativa de vida e tendo uma população jovem, a África se destaca pelo seu subdesenvolvimento. Sendo ao mesmo tempo causa e consequência desse panorama, os setores econômicos em que seus países se destacam
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
União Africana melhorando a realidade do continente
Por Daniela Carneiro
Para começar, é preciso que a África se livre do modelo de desenvolvimento ocidental, que tanto lhe trouxe problemas; as consequencias terríveis do imperialismo e colonialismo europeu estão aí para mostrar isso.
Com o objetivo de promover a integração econômica, a prosperidade do continente e a eliminação da tortura dos conflitos, foi instituída em julho de 2001 a União Africana (UA), composta por quase todos os Estados Africanos (com exceção do Marrocos). Inclusive, o Brasil mantém relações com a UA através da busca por uma cooperação econômica.
Uma das ações da UA foi a criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento (NEPAD), também no ano de 2001, tendo em vista o desenvolvimento econômico e social, e principalmente “integrar o continente para que as trocas comerciais, sociais e culturais sejam mais fáceis e mais baratas”. Segundo a NEPAD, o desenvolvimento africano deve ser promovido pelos próprios africanos, sem deixar que os países ex-coloniais interfiram, já que são eles os causadores dos grandes problemas do continente.
A NEPAD TIC Infraestrutura da Rede de Banda Larga é uma das iniciativas de sucesso mais recentes do projeto, pois ofereceu internet de banda larga para todo o continente, eliminando a grande dificuldade de acesso ao recurso digital. Essa ação permitirá a comunicação das comunidades mais isoladas e uma forma mais barata e acessível de comunicação regional e internacional.
Organização social africana
A degeneração das tribos africanas é resultado do processo colonialista euroupeu. Hoje grande parte da população africana é estruturada em clãs e tribos. O isolamento em que algumas dessas tribos vivem explica a conservação de suas particularidades culturais, incluindo a pratica das religiões nativas de lá, com destaque grupos ao sul do Saara , o uso de roupas tradicionais, da pintura, o culto aos deuses áfricanos, a prática do curandeirismo.
No periódo pre-colonial, as tribos costumavam ficar em locais onde houvesse água e as condições climáticas permitissem que eles podecem cultivar vegetais e caçar. As doenças e as dificuldads do clima fizeram com que a capacidade de manter um grande número de filhos fosse algo estremamente valorizado, uma prova disso são as esculturas representando mulheres grávidas. Além dos filhos as famílias costumavam abrigar um grande as famílias agregavam um grande número de pessoas, incluindo além do marido, da esposa e dos filhos parentes mais pobres, agregados e escravos, alguns deles chegavam a desfrutar de alguns privilégios e poderiam até mesmo ter algum tipo de posse.
No periódo pre-colonial, as tribos costumavam ficar em locais onde houvesse água e as condições climáticas permitissem que eles podecem cultivar vegetais e caçar. As doenças e as dificuldads do clima fizeram com que a capacidade de manter um grande número de filhos fosse algo estremamente valorizado, uma prova disso são as esculturas representando mulheres grávidas. Além dos filhos as famílias costumavam abrigar um grande as famílias agregavam um grande número de pessoas, incluindo além do marido, da esposa e dos filhos parentes mais pobres, agregados e escravos, alguns deles chegavam a desfrutar de alguns privilégios e poderiam até mesmo ter algum tipo de posse.
Imperialismo na África
As ações imperialistas no continente africano causaram a repartição do mesmo entre as potências européias, desde o final do século XIX até o início do século XX, e até hoje as consequências dessas ações são sofridas pelos povos africanos.
O processo de invasão da África começa assim: entre os séculos XV e XVII, Portugal e Espanha, por meio das grandes navegações, passam a ser os colonizadores do continente. Este primeiro momento ficou conhecido como Colonialismo. (Vale lembrar que neste período os países que mais se destacaram como colonizadores foram Portugal e Espanha).
No século XIX, com a ascensão de outras potências européias, a corrida pela exploração expandiu-se para além do litoral (como era na época do colonialismo e do tráfico negreiro) e novos países entraram na disputa pelo domínio do continente, fragmentando comunidades e culturas nativas, objetivando a exploração de riquezas naturais e privilégios no comércio marítimo ligados às regiões estratégicas próximas ao mar Mediterrâneo.
A partir daí, sucederam-se várias invasões, começando pela dos franceses na Argélia (1830-1857), seguindo para a Tunísia, Madagascar e Marrocos. Logo após, os ingleses conquistaram o Egito e o Canal de Suez; os alemães conquistaram a África Oriental, Camarões, Togo e Namíbia; e os italianos, atrasados, dominaram o Líbio, Eritréia e Somália.
Apesar de parecer que o domínio imperialista na África foi fácil, os africanos (mesmo a derrota sendo quase inevitável) não deixaram de enfrentar os europeus. Estes disputavam entre si por territórios onde pudessem explorar riquezas e estabelecer influência ideológica. Os atritos e tensões foram crescendo junto com a dominação e acabaram sendo motivos para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Na conferência de Berlim (1884-1885) a delimitação das fronteiras africanas atingiu seu ápice. Nela foram estabelecidas normas a serem cumpridas pelos neocolonizadores. A partilha foi feita por Estados Unidos, Rússia e 14 países europeus.
As consequências dessa divisão para as sociedades africanas foram conflitos, problemas étnicos, políticos e econômicos. Nenhum regime político que se tentou implantar deu certo; a exemplo do socialismo, que foi ineficiente e os Estados capitalistas mostraram o mau procedimento do liberalismo econômico, e a miséria que toma conta da população origina-se da dívida externa que a cada ano cresce mais.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Doenças infectocontagiosas
| Foto retratando um dos enterros que ocorrem diariamente na região do cinturão do cobre, na Zâmbania, país onde quase 17% dos adultos são soropositivos. (Fonte) |
Ao viajar pela África podemos observar que se trata de um continente pobre, com altos níveis de subnutrição, muitos países não tem um bom sistema de saúde e seus moradores não tem acesso a remédios e água potável facilitando o aparecimento de epidemias, além disso, os hospitais ruins e a dificuldade de acesso à remédios e diagnosticos fazem com que muitos casos da doenças sejam fatais levando a pessoa a morte sem que essa seja sequer diagnosticada ou tenha acesso a tratamento médico.
Dois terços dos diagnósticos de AIDS no mundo são aqui na África. A AIDS (síndrome na imunodeficiência adquirida), também chamada de SIDA, é uma transmitida através de relações sexuais sem uso de preservativos, transfusão sanguínea, caso o sangue esteja infectado, uso de drogas injetáveis com agulha usada e pode ser transmitida para a criança durante a gestação. Ela é causada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana),que enfraquece o sistema imune, uma vez que ele ataca os linfócitos T CD4 +, células presentes no sangue responsáveis pela defesa do organismo, fazendo com que a vitima fique mais suscetível a morrer devido a outras doenças uma vez que o organismo não consegue se defender. A AIDS não tem cura, mas pode ser controlada através do uso de antivirais, que isolam o vírus uma vez que impedem que ele ataque outras células.
A falta de consciência da população sobre a prevenção da doença e a falta de diagnósticos são fatores que favorecem o aumento do numero de casos da doença, além disso, as más condições de saúde e higiene além da falta de diagnostico e tratamento fazem com que a maioria das pessoas infectadas morra, muitas vezes sem sequer ser diagnosticada.
Outro problema é a tuberculose, uma doença altamente contagiosa, transmitida por uma bactéria, o bacilo de Koch, que causa tosse e espirro, anorexia, febre, dor no tórax e indisposição. A disseminação da doença acontece pelo ar, os bacilos são liberados através do espirro, tosse ou fala de um doente.
Os índices da doença dobraram na África ao longo das últimas duas décadas e triplicaram na África do Sul, que, mesmo em 1996, tinha os maiores índices de tuberculose do mundo. Até agora, supõe-se que os aumentos foram causados pelos altos índices de infecção por AIDS, a falta de tratamento e de vacina e às más condições de trabalho nas minas, onde os funcionários trabalham em minas, onde os funcionários trabalham em túneis empoeirados e dividem o quarto com até 16 colegas.
A malária é uma doença transmitida por um mosquito, o Anopheles e geralmente com altitude inferior a 1550 metros acima do nível do mar, com temperatura 20-30 °C, e umidade alta, o que torna a África, com exeção da porção mais à norte do continente e do saara, um lugar perfeito para a ploriferação desses insetos. Há todos os anos, 300 a 500 milhões de casos da malária, dos quais mais de 90% na África, sendo a maior parte das vítimas crianças até cinco anos de idade. A doença não ocorre no norte da áfrica, devido ao clima e na África do Sul.
A malária é uma doença transmitida por um mosquito, o Anopheles e geralmente com altitude inferior a 1550 metros acima do nível do mar, com temperatura 20-30 °C, e umidade alta, o que torna a África, com exeção da porção mais à norte do continente e do saara, um lugar perfeito para a ploriferação desses insetos. Há todos os anos, 300 a 500 milhões de casos da malária, dos quais mais de 90% na África, sendo a maior parte das vítimas crianças até cinco anos de idade. A doença não ocorre no norte da áfrica, devido ao clima e na África do Sul.
A Febre Amarela é uma doença tropical que é transmitida pelos mosquitos Haemagogus Ianthinosys, Sabetes Chlopterus e por outros mosquitos que picarem uma pessoa doente, como o Aedes Aegypti , que após picar um doente transmite a Febre Amarela por um período de 9 a 12 dias. Uma das principais formas de prevenção a Febre Amarela é a vacina.
Além da malária e da Febre Amarela também há na África epidemias de outras duas doenças transmitidas por insetos como a dengue, a doença do sono, Oncocercose (ou Cegueira do rio) e tifo.
A Lepra ou Hanseníase é uma mais comum na Ásia, na África, na América Latina e em ilhas do Pacífico doença causada pelo bacilo de Hansen e causa manchas brancas ou avermelhadas na pele, alteração na sensação de temperatura e dor principalmente nos pés e nas mãos, perda de massa muscular, sensação de areia nos olhos e visão embaçada. A doença é transmitida através das secreções liberadas quando uma pessoa doente tosse espirra ou fala. O tratamento da lepra é feito através de antibióticos, sulfonas e sulfamidas, estes podem deter o avanço da doença ou até mesmo curá-la.
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